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climatério

 

O climatério é o nome científico que descreve a transição fisiológica do período reprodutivo para o não reprodutivo na mulher. O período do climatério abrange a menopausa, que ocorre com a última menstruação espontânea.

 Fases

  • Pré-menopausa (dos 35 aos 48 anos)
  • Perimenopausa (dos 45 aos 50 anos)
  • Menopausa (por volta dos 48 anos)
  • Pós-menopausa (dos 48 aos 65 anos)

 

No período do climatério feminino, usualmente começam a surgir alterações no ciclo menstrual, como hipermenorréia, ou oligomenorréia e amenorréia. Nessa fase, as ovulações tornam-se menos freqüentes e, em decorrência das alterações funcionais do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, poderão ocorrer cistos foliculares. Ao aproximar-se da menopausa, os ovários vão reduzindo de volume, não respondendo à  estimulação das gonodotrofinas e apresentando redução progressiva na síntese estrogênica, associada à  elevação dos pulsos e níveis de hormônio folículo estimulantes (FSH) e Luteinizante (LH) produzidos pela hipófise.

 

Fisiopatogênese da falência ovariana

 

ovario

 

 

O número de folículos envolvidos neste processo vai diminuindo a medida que avança a idade da mulher, provocando um declínio da fertilidade e nas taxas de estrogênios, entre outros hormônios, provocando assim uma elevação nos níveis de séricos de FSH, antes ainda da instalação da menopausa.

 

Com o esgotamento desta população, observa-se o desaparecimento das células da granulosa e consequentemente da conversão dos androgênios em estrogênios, e a incorporação das células da teca ao estroma ovariano, o que sob ação do LH mantém a produção de androgênios, principalmente a androstenediona.

 

Com a falência ovariana, a esteroidogênese acontece por conversão periférica (principalmente no tecido gorduroso) dos androgênios em estrona, que apresenta uma resposta biológica bem inferior ao estradiol, e em níveis insuficientes para manter a homeostase endócrina feminina.

 

Esta queda repercute de maneira importante sobre os tecidos e órgãos que contenham receptores para os estrogênios, provocando alterações funcionais e anatômicas dos mesmos, como também, influenciando inúmeros processos metabólicos que necessitem de sua presença para a sua realização. Levando ao aparecimento e/ou agravamento de obesidade, dislipidemia, doenças cardiovasculares, osteoporose e perda da função cognitiva.